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Gilberto da Silva, editor da Revista Partes

Partes de um Mundo Todo

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April 27

Visitando os amigos no inferno

De uns tempos para cá passei a visitar amigos, colegas e companheiros de longa jornada, depois de um certo tempo de distanciamento e isolamento devido à imersão ao mundo do trabalho, mudanças geográficas e nova constituição familiar.

Durante este início de visitação comecei a observar algumas coisas interessantes, algumas já tinham passado pela minha cabeça, mas não tinha parado para pensar nestas questões.

A TV, a internet e todo o aparato tecnológico virtual afastou as pessoas do convívio, da prática do receber, da conversa olho no olho. Distantes, as pessoas entram em imersão acelerada, sem rumo, direto ao isolamento do corpo, enquanto sua alma vagueia pelas ondas etéreas. Pessoas que perderam o hábito de receber pessoas, tal o grau de isolamento no seu lar e no umbigo da própria família.

Bom, iniciei este processo de visitação crente que o inferno é aqui e que não está em outro lugar imaginário, em sonhos acordados. O paraíso é o lugar dos que sobrevivem a este inferno. E para chegar a este paraíso, talvez bastará uma boa dose de tolerância, honestidade e amor (em todos os sentido da palavra /amor/).

Diante destas observações passei a procurar e conversar com estes amigos. Pode ser uma tentativa de ir pagando os pecados, fazendo meu caminho para o paraíso. Voltei a apreciar um bom cafezinho quente servido em bandejas de todos os tipos ou tomados numa mesa posta com gentileza.

Quantos livros nas estantes revelando o perfil das pessoas!! Quantos CDs e DVDs ilustrando gostos, fantasias e paixões! Procuro não chegar na hora do almoço, pois tal atividade hoje é um incomodo para as mulheres e muitos homens nem se dignam a fritar um bife (ainda que meio ambientalistas eu não larguei o hábito de degustar um bom bife!). Por outro lado, as famílias pós-modernas preferem as cozinhas dos restaurantes, dos fast-food e dos bares. Cozinhar virou um transtorno...  Também prefiro não ficar para o jantar, antevejo uma pizza repleta de óleo brilhando na mesa dizendo: vai logo embora, cara....

Procuro ser rápido, sinto que depois de alguns minutos os assuntos já se esgotaram, principalmente se sou convidado a assistir algum programa na televisão (neste caso, prefiro ver lixo em casa: lá eu reciclo da minha maneira)

Lembro-me bem da minha infância e os meus pais recebendo visitas sempre com um bule chamegando café "fresquinho" e uns bolinhos de fubá na mesa...

Quando questionado porque minha esposa não está na visita, digo que meu casamento não é siamês e que meus amigos não são necessariamente amigos da minha esposa e vice-versa. Digo isto de forma serena, tento ser delicado para não melindrar as esposas preocupadas com a visita de um amigo "solteiro".  e não há submissão nisto: "a submissão é hipócrita" versa o biólogo Maturana.

E por falar nestas questões, deixarei para visitar minhas amigas em outra ocasião, dado a complexidade que é visitar mulheres. As casadas serão mais complicadas: como explicar aos maridos que a visita é apenas um amigo? Sempre ficará um questionamento na cabeça do sujeito. "Será que este cara já saiu com minha mulher? Está saindo? Pretende sair?"

Quando começarei a visitar amigas solteiras?  Bem isto é mais complicado.... e outra história.

Veteranas de guerra

Lembro-me dos tempos da militância política... Havia uma mulher beirando seus 50 anos. Frequentava eventualmente, assim como suas filhas, nossas reuniões políticas e nossas festas. Bela em sua simplicidade, sorria sempre e exalava simpatia. Tinha um caso com um amigo nosso, também militante, boêmio, daqueles operários que não deixavam nada sem experimentar...

A bela mulher, morena, de corpo bonito, tinha duas filhas e se não estou enganado, não tinha marido. Falta-me mais memória no momento.

Certo dia, ao realizar meu trajeto para meu local de trabalho, a tradicional USP - Universidade de São Paulo, onde humildemente prestava meus serviços como técnico de laboratório, encontrei a morena circulando alegremente pela Avenida Waldemar Ferreira em busca de clientes. O local era é é tradicionalmente conhecido por ser uma zona livre de prostituição de mulheres e travestis.

Passado o choque inicial procurei conversar posteriormente com algumas "coroas" que prestavam tal serviço. Todas alegavam que prestavam tal serviço com mais carinho dos que as mais jovens. Mais amor, menos dinheiro.... Prostitutas muito, mais muito mesmo, maiores de idade! Maldito é o dinheiro que você não ganha, poderia protestar uma vovó liberada!

Precisei ir enfrente na busca de uma resposta que poderia explicar como uma avó de algum amigo meu pudesse prestar serviços sexuais em avenidas e praças da cidade. Naquela época ainda não havia os celulares, nem a internet, mas já encontrávamos alguns anúncios de "coroas liberadas" em jornais mais populares.

Um dia encontrei a morena na vila em que morava. Com vontade de passar a história a limpo, criei coragem e a convidei para tomar uma cerveja num boteco da esquina. Entre um gole e outro pedi que a "coroa" explicasse como conciliava esta vida. Ela então soltou o verbo e eu a verba da cerveja (apenas). Alegou que com o dinheiro que ganhava na prostituição conseguia dar comida e educação as suas duas filhas (que foram todas bem criadas, casaram e deram muitos netos para a morena). Puta não precisava ter cara de puta. E ela considerava um dinheiro digno, não roubava e não matava para ganhar seu pão. Ia prá rua pra não faltar o pão na mesa de suas filhas.

Criado na boa educação e forjado nas idéias feministas da esquerda (lições que mal aprendi) relutava em aceitar tais argumentos. Para mim era pura semvergonhice. Não entendia que rugas podia combinar com tesão. Mas entendia que na mesa de filhos não podia faltar pão...

Sei até hoje que a prostituição provoca debates calorosos (risos) mais calorosos ainda se for acima de 40...  na busca de dinheiro ou na fuga da solidão muitas amigas da morena também já tinham passado dos 40 e não faltavam clientes. Passado tanto tempo, não sei que fim a velha puta levou.

Hoje ao lembrar deste fato corri na internet e li um anúncio interessante em um sitio portugues: "Duas amigas (c/39 e 40 anos, com apartamento privado, na zona de Sintra.
Oferecem seu convivio intímo a casais (bi), Damas e Cavalheiros que procuram selectividade, onde tudo acontece, com a devida segurança. Damos máxima descrição e sigilio. Chamadas anônimas não atendemos. Lembrança a combinar."   Morri de rir na primeira leitura. Depois do riso passei a refletir. Comemoramos no próximo 8 de março o Dia Internacional da Mulher. Temos muito pra comemorar?????

Corri então atrás de uma curta chamado 69 - Praça da Luz documentário da dupla Carolina Markowicz, Joana Galvão que aaborda a história de prostitutas com idade avançada que ganham a vida na Praça da Luz, em São Paulo.  Quem não tem preconceito e nem puritanismo, pode ver um trecho em http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=5676&Exib=5937

No fundo todas tem história de abandono, de abuso sexual na infância, padrasto, madrasta, casamentos arruinados.... Você, leitor, deve conhecer inúmeras situações assim. Então, melhor refletir, antes de acusar.

February 18

Curta Petrobras às Seis - 20 a 26/2/2009 - Santos

 


   

 

  

 

 

QUATRO CURTAS PAULISTAS NO CURTA PETROBRAS ÀS SEIS

 

 

No período de 27 de fevereiro a 24 de março, quatro curtas produzidos em São Paulo farão parte da programação do Curta Petrobras às Seis, que tem exibições diárias e gratuitas no Espaço Unibanco Miramar.

 

Os quatro curtas estão agrupados no programa Curta Imaginação, com a animação “Ícarus”, de Victor-Hugo Borges e as ficções “A Estória da Figueira”, de Julia Zakia, “Antonio Pode”, de Ivan Morales Jr e “Primavera”, de Maurício Osaki.

 

O programa tem classificação indicativa de 16 anos.

 

Fotos de divulgação estão disponíveis no site www.curtaasseis.com.br. Informações adicionais para a imprensa, com Renata ou Juliana (renata@procultura.com.br, Juliana@procultura.com.br) ou pelo telefone 11 3263-0197.

 

 

SANTOS

De 27 de fevereiro a 24 de março de 2009

 

Curta Petrobras às Seis – Grátis- www.curtaasseis.com.br

Espaço Unibanco Miramar

Miramar Shopping Center

Av. Marechal Floriano Peixoto 44 

Gonzaga - Santos – SP

 

Programa: CURTA IMAGINAÇÃO

 

Classificação: 16 ANOS

 

 

Ícarus

Direção: Victor-Hugo Borges

SP – 2007 – 11 min – Animação – cor

Animação em 3D com visual baseado em contos infantis. Fala sobre Ícarus, um garoto de 4 anos que vive numa grande cidade e se sente só, pois seus pais trabalham muito.

 

A Estória da Figueira

Direção: Julia Zakia

SP – 2006 – 16 min – Fic – cor

Uma adaptação da cantiga luso-brasileira de mesmo nome. Um viúvo e sua filha pequena moram em um lugarejo perdido. Na vizinhança também habita uma mulher que prepara deliciosos bolos de mel e um jardineiro que cuida das plantas e dos bichos. A menina pede para o pai se casar com a vizinha, ao que ele se recusa, mas a filha insiste e a vida de todos começa a mudar depois do casamento.          

 

Antonio Pode

Direção: Ivan Morales Jr.

SP – 2006 – 12 min – Fic – cor

Um homem olha para frente, sereno.

 

Primavera

Direção: Maurício Osaki

SP – 2007 – 15 min – Fic – cor

Durante um final de semana, um garoto se vê obrigado a acompanhar os pais numa visita a um cemitério japonês, onde está o túmulo de sua avó. Lá, ele terá que lidar com seus medos, e contará com a ajuda de uma misteriosa garota.

February 06

Exposição reune obras de artistas brasileiros que participaram dos principais salões de arte da França, no final de 2008

 

SALÕES DE PARIS EM SÃO PAULO

 

O Espaço Sóciocultural do CIEE- Centro de Integração Empresa Escola, em São Paulo, recebe uma das mais importantes exposições do ano, intitulada Salões de Paris em São Paulo III. Sob a curadoria da prestigiada produtora Carmen Pousada, a mostra reúne obras (pinturas e esculturas) de 14 artistas plásticos brasileiros que tiveram suas criações selecionadas e expostas no final de 2008 nos principais salões de arte da França: Salon M.C.A Cannes-Azur, Salon D’automne , Salon des Artistes Indépendants e Salon de La Nationale des Beaux-Arts, no Carrousel du Louvre.

 

A escultora Vânia Vergamini, uma das artistas selecionadas, preparou para esta mostra uma nova peça, intitulada “Sensualíssima” (foto). Além dessa obra, a exposição traz a as criações marcadas pela diversidade de técnicas, formas e cores dos seguintes artistas: Alê Prade, Anna Donadio, Aron Aharoni, Arthur Sakemi, Fernando Tendolini, Ilária Rato Zanandréa, Karla Abrão, Laerte Agnelli, Marjorie Salvagni, Paula Lapolla, Sonia Elias, Sônia Andrade e Susana M. Aragon.

 

Serviço

 

Exposição: Salões de Paris em São Paulo III

Local: Espaço Sociocultural do CIEE

Endereço: Rua Tabapuã, 445. Itaim Bibi - SP

Dia 13 - abertura e vernissage às 19h30

Dias 14, 16, 17 e 18, das 8h30 às 17h

Tel: (11) 3040-6541 / 6542

 

Brasil Notícias - Editora e Comunicação Empresarial

February 03

Carlos Drummond de Andrade é homenageado em exposição (SP)

Drummond é tema de exposição em São Paulo

Leilah Costa homenageia o escritor com uma obra em mosaico de vidro que estará em exposição na Casa das Rosas

 

 

A exposição "Diálogos com Drummond" chega a São Paulo apresentando as obras do poeta Carlos Drummond de Andrade sob o olhar de 21 artistas contemporâneos.

 

Eles fizeram uma releitura dos poemas do modernista mais influente da literatura brasileira por meio de metáforas visuais, que permitem aprofundar a compreensão de seus sentidos através dos poemas.

 

A artista plástica Leilah Costa, uma das convidadas para a exposição, confeccionou sua obra em mosaico de vidro com a frase "Na cidade estava escrito um poeta", uma alusão a frase "No mar estava escrito uma cidade", do poema "Mas viveremos", que está escrito em um banco na praia de Copacabana onde se encontra a estátua que homenageia Drummond.

 

"Ele é um poeta merecedor de todas as homenagens", conta eufórica a artista que expõe na Casa das Rosas, em São Paulo, a partir do dia 5 de fevereiro com os demais artistas plásticos.

 

Formada em engenharia civil, a carioca participou de diversas exposições coletivas e individuais. Sua formação influenciou a artista a buscar formas de expressão através de suportes digitais.

 

Em seu currículo constam ainda três obras públicas em São Paulo: uma na Estação Vila Mariana do Metrô e as outras duas na Estação Cidade Jardim, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM.

 

 

Serviço

 

O quê: Exposição Diálogos com Drummond

Quando: de 5 a 28 de fevereiro de 2009 (terça a sexta, das 10 às 20h / sábados e domingos, das 10 às 18h)

Inauguração:

Onde: Casa das Rosas, Av. Paulista, 37 – Estação Brigadeiro do Metrô

Informações: (11) 3742-1036 ou 3285-6986

 

 

Artistas

 

Anna Donadio, Araci T. Ichida, Cida Ornaghi, Claudia Di Paolo, Edith Popluhar, Gláucia Fisher, Helena Falconi, Jaqueline Comazzi, Leilah Costa, Leila Lagonegro, Lucia Rosa, Nina Arbex, Rose Romano, Rossanna Jardim, Suzana Garcia, Suzanne Mabilde, Terezinha Nogueira, Vicência Gonsales, Vivian Marin, Walter Gini e Yeda Sandoval.

 

Fonte: XPress Assessoria em Comunicação

February 01

Toquinho convida Badi Assad e Kabelo no SESC Pompeia

TOQUINHO FAZ SHOW NO SESC POMPEIA AO LADO DE BADI ASSAD E KABELO
 
Toquinho convida os intérpretes e compositores para duas apresentações no Teatro da Unidade
 
Nos dias 14 e 15 de fevereiro (sábado, às 21h e domingo, às 18h), o compositor, cantor e instrumentista Toquinho se apresenta no Teatro do SESC Pompeia, acompanhado de seus músicos Ivani Sabino (baixo) e Pepa d’Elia (bateria) e dos convidados especiais: a violonista, intérprete e também compositora Badi Assad e de seu antigo roadie e grande amigo, Kabelo, talentoso baixista, intérprete e compositor.
 
Da época de Vinicius de Moraes até hoje, o que fica perceptível é a pureza criativa de Toquinho, a sagacidade de sua juventude e delicadeza em revigorar o simples. Inserido no cenário universal da música, Toquinho mantém-se aberto a novas criações, sendo Eduardo Gudin, Antonio Skármeta e Kabelo seus parceiros mais recentes.
 
No repertório deste show no SESC Pompeia, estão canções como “Tarde em Itapuã”, parceria dele com Vinicius; “Que Maravilha”, sucesso de Toquinho e Jorge Ben Jor; “Se todos fossem iguais a você” (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) e “Aquarela” (Toquinho / Maurizio Fabrizio / Guido Morra / Vinicius de Moraes). Com Badi Assad, Toquinho interpreta duas canções de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Badi ainda se apresenta sozinha e junto de Kabelo. Toquinho e Kabelo cantam juntos “Cosmonauta Musical”, canção feita pela dupla e os três interpretam sucessos como “A Tonga da Mironga” (Toquinho / Vinicius de Moraes) e “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa.

 
Sobre Toquinho:

 
 Toquinho foi influenciado por grandes músicos e instrumentistas. O primeiro aprendizado extraído de Paulinho Nogueira, fez surgir o solista de violão. Depois, a procura de um estilo próprio, no encalço do virtuosismo de Baden Powell, das harmonias de Oscar Castro Neves e Edgard Gianullo, do eruditismo de Isaias Sávio. E mais a dedicação individual de horas e horas, transformada em trabalho artístico de dedos e cordas, em busca do som mais puro que pudesse identificar a dignidade do erudito com a simplicidade do popular.
 
Nessa trajetória, chegou o momento em que o instrumentista gerou o compositor, acolhendo os primeiros parceiros: Chico Buarque, Paulo Vanzolini, Jorge Ben Jor. A vida ofereceu a Toquinho o grande presente: o encontro com Vinícius de Moraes. O encontro virou parceria e amizade carinhosa com a necessidade comum de fazer música e cantar. Em dez anos, criaram cerca de 100 canções registradas em dezenas de discos e difundidas em milhares de shows.
 
Sua experiência com outros parceiros, como Gianfrancesco Guarnieri, Belchior, Francis Hime, Mutinho, fizeram Toquinho consolidar, a partir de 1980, sua carreira numa dimensão internacional, compondo com os italianos Fabrizio e Morra e com o saxofonista japonês Sadao Watanabe.

Sobre Badi Assad:

Paulista, filha de libaneses e criada no Rio de Janeiro, onde estudou música na Universidade do Rio de Janeiro, Badi gravou seu primeiro álbum em 1989, intitulado “Dança dos Tons”, lançado somente no Brasil na época. No entanto, em outubro passado, o CD foi relançado internacionalmente, com quatro faixas bônus, rebatizado de “A Dança das Ondas”.

Em seguida, Badi iniciou experimentações vocais, produzindo sons de percussão com a boca, que foram acrescentados à sua música. Em pouco tempo, Badi apareceu ao lado de grandes músicos como Pat Matheney, Hermeto Paschoal, Milton Nascimento e Dori Caymmi.

No entanto, foi somente em 93, quando Badi assinou contrato com o selo Chesky Records, que ela ganhou o cenário internacional. Em 94, “Solo”, seu álbum de estréia no selo, foi lançado nos Estados Unidos, seguido por Rhythms, em 95, e Echoes of Brazil, em 97. Em 94, a revista Americana Guitar Player, considerou-a, junto com artistas como Charlie Hunter, Ben Harper e Tom Morello (do grupo Rage Against The Machine) um dos 10 jovens talentos que mais revolucionariam o uso das guitarras nos anos 90.

Badi gravou ainda, em 2003, o álbum “Three Guitars”, ao lado dos guitarristas americanos Larry Coryell e John Abercrombie. O repertório de “Verde”, álbum de 2004, é formado por uma inusitada mistura de novas interpretações altamente pessoais de clássicos brasileiros e americanos, além de novas composições. Em “Verde”, as composições de Badi aparecem ao lado das popularíssimas "Asa Branca", de Luiz Gonzaga, e "Bom Dia, Tristeza", de Adoniran Barbosa e Vinícius de Morais, passando por novas leituras de Björk e "One" do U2.

Sobre Kabelo:
 
Kabelo não teme a crueza de seu estilo. Tocando baixo e cantando com energia roqueira, faz saltar do instrumento e de sua voz arranhada um autêntico caleidoscópio, no qual a desvairada geometria dos sons entremeia o rock, o rap, o soul, o funk, o coco e a embolada numa sucessão de sonoridades, que giram entre o real e o imaginário em acordes libertários e palavras escrachadas.

Foi roadie de Toquinho por 10 anos, ajeitando microfones, ajudando a afinar instrumentos, arrumando partituras, enfim, eliminando os estorvos para o bom desempenho do artista principal. Criaram-se afinidades. Em meio a dedilhados casuais de Kabelo, surgia o incentivo de Toquinho.

Interpreta como baixista e compositor canções de seu primeiro trabalho, com 16 faixas, lançado em 2007, pela Circuito Musical. O segundo CD, a ser lançado em 2009, “Linguicity”, retrata uma cidade imaginária, mas que poderia ser qualquer metrópole brasileira, americana, espanhola, chinesa ou angolana.

Badi Assad, entusiasmada com a apresentação ao vivo que fez recentemente com Kabelo no Tom Jazz, valorizou ainda mais este lançamento, ao aceitar o convite para interpretar “Sereia”, um samba suingado que exalta a beleza da mulher.
 
Serviço: TOQUINHO CONVIDA BADI ASSAD E KABELO PARA SHOW NO SESC POMPEIA
Rua Clélia, 93
Dias 14 e 15 de fevereiro. Sábado, às 21h e domingo, às 18h.
Teatro -
Classificação indicativa: 12 anos
Ingressos: R$ 6 a R$ 24
Lotação: 358 pessoas
Duração: 90 minutos
Telefone para informações: (11) 3871-7700

Ar condicionado - acesso para deficientes – não temos estacionamento.
Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220 ou acesse o portal www.sescsp.org.br.
 
Funcionamento da bilheteria do SESC Pompeia – de terça a sábado, das 9h às 21h e aos domingos, das 9h às 20h. Aceitam-se cheque, cartões de crédito (Visa, Mastercard, Diners Club International e American Express) e débito (Visa Electron, Mastercard Electronic, Maestro, Redeshop e Cheque Eletrônico). Ingressos podem ser adquiridos em todas as unidades do SESC, incluindo CineSESC.
 
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Assessoria de Imprensa – SESC Pompeia:
Roberta Della Noce
Fone:
(11) 3871-7740
Email: roberta@pompeia.sescsp.org.br

 
 
 
 


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October 24

Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia

 

Evento será promovido de 24 a 31 de outubro, em Salvador, Feira de Santana e Camaçari, com o apoio da Lei Rouanet

Na noite desta sexta-feira, 24 de outubro, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, participará da abertura oficial do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC-BA). A solenidade será realizada às 20h, no Teatro Castro Alves, em Salvador, e também contará com a presença do secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles.

Já em sua primeira edição, o FIAC-BA tem como meta colocar o estado no circuito das artes cênicas internacionais, traçando um panorama da pluralidade de propostas que marca a cena contemporânea. O evento tem o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Fundação Nacional de Artes e da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Consta da programação uma série de apresentações a serem realizadas em diversos pontos da capital soteropolitana e nas cidades de Feira de Santana e Camaçari. Ruas, praças e outros espaços alternativos, além de tradicionais locais voltados para as artes cênicas, vão ser palcos para os espetáculos. Na noite de abertura, o grupo carioca Cia dos Atores apresentará a peça Melodrama, que trata das relações conturbadas do cotidiano.

As atrações, com diferentes contextos culturais, várias estéticas e técnicas diversas, vão dialogar com a produção baiana. Uma troca que não se resumirá apenas às apresentações, mas ainda oferecerá atividades que estenderão esse intercâmbio por meio de palestras, oficinas e encontros.

Com uma rede de atuação - que incluirá circulação de espetáculos, formação de profissionais e de platéias, divulgação dos talentos locais, interferência no calendário cultural do estado, celebração e reflexão sobre as artes cênicas -, o Festival se instala como um instrumento transformador, numa iniciativa com potencial de desdobramentos em diversas áreas.

Saiba mais sobre o evento: www.fiacbahia.com.br

April 03

Ana Cañas sobe ao palco do Teatro Copa Airlines no dia 9 de abril

 

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Projeto Quartas Musicais Biodolce apresenta show de uma das grandes descobertas recentes da música brasileira; na compra de ingressos com cartões Mastercard, o acompanhante assiste ao show de graça

 

A atmosfera é uma mistura de jazz e MPB. E a voz poderosa é de uma das grandes descobertas recentes da música brasileira. Ana Cañas é a próxima atração do projeto Quartas Musicais Biodolce e sobe ao palco do Teatro Copa Airlines, no Shopping Eldorado, no dia 9 de abril, às 21h. 

 

No show, Ana Cañas vai apresentar as canções do álbum recém-lançado “Amor e Caos”, da Sony-BMG. No repertório, “Coração Vagabundo”, de Caetano Veloso, e sucesso na novela “Beleza Pura”, da Rede Globo, além de “A Ana”, “Super Mulher”, “Devolve Moço”, “Vacina na Veia”, “Para todas as coisas” e muito mais.

 

O show de Ana Cañas faz parte do projeto Quartas Musicais Biodolce, inaugurado dia 12 de março com o show de Luiza Possi. Serão 10 shows ao longo do ano, sempre na segunda quarta-feira de cada mês. Além de difundir a boa música, o projeto sorteia prêmios entre a platéia. No último show, foi sorteada uma viagem para Cancun com cinco dias de estadia. Para o show de Ana Cañas, os promotores do evento prometem outra grande surpresa. 

 

Os ingressos para o show da cantora Ana Cañas custam R$ 30 e podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Copa Airlines, através do site www.ingresso.com.br ou pelo telefone (11) 4003 2330. Na compra de ingressos com cartões Mastercard, o acompanhante assiste ao show de graça. Pela promoção exclusiva, o cliente que adquirir um ingresso inteiro com cartões Mastercard irá ganhar outro ingresso grátis para um acompanhante. A promoção é válida somente para compras na bilheteria do Teatro Copa Airlines e vale para cartões de crédito e débito.

 

O show de Ana Cañas tem promoção da Folha de São Paulo e da rádio Nova Brasil FM e apoio das empresas MOB, Tour House, Mastercard, Nascimento Turismo, Sol Melia e NCL Cruzeiros.

 

Sobre Ana Cañas

 

O excelente disco de estréia de Ana Cañas prima por ser autoral, audacioso e distante do que se convencionou denominar MPB. Amadurecida por mais de cinco anos em jam sessions na noite de São Paulo, a cantora imprime nas canções do álbum uma atmosfera jazzística, usando e abusando de um andamento musical imprevisível e inovador.

 

Carismática, sua poderosa voz de contralto fez dela uma das grandes descobertas recentes da música brasileira, antes mesmo de gravar o primeiro disco, já sendo apreciada por gente como Chico Buarque, Toquinho, Nelson Jobim e outros nomes de peso da música brasileira.

 

A liberdade e a autonomia são marcas que a paulistana de 27 anos exibe não só ao cantar, como também ao compor. São dela, com seus parceiros, sete das dez faixas do álbum “Amor e Caos”.

 

SERVIÇO

 

Quartas Musicais Biodolce

Show de Ana Cañas

Dia: 09 de abril de 2008

Horário: 21 horas

 

Teatro Copa Airlines

Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970 - São Paulo

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (estudantes). Na compra de um ingresso inteiro com cartões Mastercard você um ingresso para um acompanhante.

 

www.ingresso.com.br / 4003 2330

 

Acesso para deficientes físicos

Ar condicionado

Projeto resgata ensino de música nas escolas

 

O programa Trocando Idéias da próxima sexta (4) entrevista especialistas para debater projeto que trata da obrigatoriedade do ensino de música nas escolas do País

O programa Trocando Idéias da Rádio Câmara, que vai ao ar na sexta-feira (4) às 8h30, discute o Projeto de Lei 2732/2008, de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA). A matéria já foi aprovada no Senado e, agora, será analisada conclusivamente pelas comissões da Câmara. O texto trata do retorno da obrigatoriedade do ensino de música nas escolas do País. Se for aprovado, o sistema educacional terá 3 anos para se adaptar e as escolas deverão ter professores com formação específica na área.

A discussão não é simples. De um lado, artistas, músicos e educadores que se mobilizam no Congresso. Eles reclamam que, dentre as opções oferecidas pelas escolas no ensino de "artes", a música está ficando em último lugar. De outro lado, estão alguns especialistas e secretários de educação que, mesmo concordando com os benefícios da música, acham a proposta inviável. Estes defendem a liberdade das escolas de optar, seja pela pintura, desenho, teatro, dança ou a própria música.

Participam do programa:

  • Deputado Federal Paulo Renato Souza, do PSDB de São Paulo;

  • Maria Montandon, professora de música da Universidade de Brasília;

  • Felipe Radicetti, coordenador do Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música;

  • Professor Elias Batista; idealizador do projeto "Música na Escola"- Escolata, Ubatuba, São Paulo;

  • Teresa Mendes, mãe de Ronaldo Mendes, aluno da Escolata;

  • Maria de Queiroz, representante do Centro de Música da Funarte, órgão ligado ao Ministério da Cultura;

  • Gilberto Figueiredo, coordenador da Escola de Música da Rocinha;

  • Carla Verdan, monitora da Escola de Música da Rocinha. Participa do grupo de choro "Chorando à Toa";

  • Maria Seabra, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação;

  • Tarzo Mazzotti, especialista em educação, Universidade Estácio de Sá.

 

Trocando Idéias
Apresentação Selma Rosana
Apoio: Lucélia Cristina e Mônica Lion
Edição e coordenação: Aprígio Nogueira
Produção: Poliani Castello Branco

 

Como sintonizar a Rádio Câmara  

A rádio Câmara FM faz a cobertura diária das atividades parlamentares. Plenário, comissões permanentes, comissões temporárias, CPI, reuniões de bancada e de lideranças, frentes parlamentares, missões externas e eventos culturais.

O material produzido por nossos repórteres está disponível na página www.radio.camara.gov.br - em texto e em áudio (Windows Media Player e MP3), e pode ser reproduzido gratuitamente por qualquer emissora que tenha interesse em divulgar o trabalho da Câmara dos Deputados, desde que citada a fonte:

- Em Brasília : FM 96,9 Mhz

- Via Satélite : A Rádio Câmara está com seu sinal disponível através do satélite BRASILSAT 1, polarização horizontal, freqüência de 1523 MHZ

February 08

Prêmio para imprensa escrita

 

Prêmio incentiva leitores a

valorizar imprensa escrita

 

 

Ler pode ser um negócio lucrativo. Os leitores que inscreverem gratuitamente matérias sobre preservação ambiental na América Latina no Prêmio Reportagem Social Latino-americano em Jornais e Revistas podem receber R$ 2 mil e o troféu Simon Bolívar, patrono da Associação Latino–americana de Agências de Publicidade (ALAP), caso o texto indicado seja escolhido pelo júri. O jornalista responsável pela matéria premiada recebe R$ 3 mil e o troféu Hipólito José da Costa, patrono da imprensa brasileira.

O Prêmio Reportagem Social Latino-americano integra a programação do o 5º Fórum Mundial de Comunicação Social (www.forumcomunicacao.com.br) e foi criado para valorizar a imprensa escrita voltada para a conscientização do público sobre problemas de preservação ambiental por meio da participação direta dos leitores. As inscrições podem ser feitas até 10 e março e as matérias devem ser enviadas para o e-mail ari@ari.org.br, ou ainda para o endereço: Borges de Medeiros, 715/7º andar, cep: 90020-025, Porto Alegre-RS.


A mostra das reportagens e entrega dos prêmios será dia 25 de março de 2008 durante o Fórum. O evento, promovido pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (ALAP), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), Federação Nacional de Agências de Propaganda (FENAPRO), Conselho Nacional de Propaganda (CNP), Associação Riograndense de Propaganda (ARP) e Associação Riograndense de Imprensa (ARI), tem como tema “Ações de Sustentabilidade Ambiental” e acontece na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Puc/RS), em Porto Alegre. A entrada é gratuita.


Considerado um dos mais importantes no segmento de responsabilidade social e comunicação, o
5º Fórum Mundial de Comunicação Social visa avaliar e estimular o crescimento do terceiro setor, transmitir conhecimentos de marketing e premiar peças e campanhas de publicidade social e de bem público.

Matérias devem cobrar de governos vagas e condições de acessibilidade em escolas

Matérias devem cobrar de governos vagas e condições de acessibilidade em escolas

A falta de vagas em escolas continuou a ser destaque nos jornais na segunda semana de janeiro. As dificuldades encontradas por mães para matricularem seus filhos na educação infantil foi relatada por Diário de Cuiabá (17/01), O Popular (23/01), Jornal do Brasil e Jornal de Brasília, ambos no dia 31. O primeiro deles informa que a secretaria municipal de educação de Cuiabá está alugando salas para diminuir o déficit de vagas na educação infantil e que em algumas escolas chega a haver 60 alunos por sala. Em Goiânia, a prefeitura fala de um déficit de 5 mil vagas e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente diz que é bem maior e que existem 8 crianças fora da escola para cada uma que está matriculada.

Os outros dois jornais destacaram que mais de 6 mil crianças tentaram se matricular em creches da rede pública do Distrito Federal e não conseguiram. A matéria do Jornal do Brasil, apesar de mais curta, é mais crítica e cita que o governo foi pressionado pelo Ministério Público e assinou Termo de Ajustamento de Conduta para abrir novas vagas e substituir aquelas feitas de madeirite. O texto publicado no Jornal de Brasília é quase um release da Secretaria de Educação anunciando medidas para no futuro atender a demanda por educação infantil.

Como a falta de vagas em creches e pré-escolas é um problema recorrente, os jornais devem estar atentos para cobrar respostas dos gestores púbicos, pois mesmo que a educação infantil não seja obrigatória é um direito de todas as crianças. Os textos também podem orientar os pais que não encontram vagas em creches a procurarem o MP.

Outros dois jornais relataram más condições de escolas. No Mato Grosso, no dia 23, A Gazeta repercutiu o trabalho de um grupo de fiscalização – composto por representantes dos conselhos de engenharia, psicologia, serviço social e outros órgãos – que constatou que a falta de acessibilidade das escolas de Cuiabá e cidades vizinhas, além de infiltrações, banheiros em péssimo estado e pátios mal conservados. O Diário do Nordeste, no dia 30, destacou que, segundo um levantamento de entidades da sociedade civil local, 57% das escolas de Fortaleza não possuem nenhum tipo de acessibilidade. Além disso, nenhuma delas dispunha de livros em braile ou de intérpretes de libras e muitas das creches não estavam adaptadas para receber crianças menores de um ano de idade.

A falta de acessibilidade das escolas é um grave problema em grande parte do país. Ao tratar deste tema, os repórteres podem buscar no sistema de Justiça informações sobre prazos para adequação de escolas e sanções possíveis para as redes que não garantirem condições para a educação inclusiva.

Ensino fundamental de nove anos

No final de janeiro, o Ministério da Educação divulgou um balanço da ampliação do ensino fundamental obrigatório de oito para nove anos em 2007 nas redes públicas e privada do país. O assunto foi destaque em O Paraná, no Jornal de Brasília e em O Globo. Os dois primeiros não abordaram o balanço feito pelo MEC. No Paraná, a matéria priorizou algumas dúvidas sobre a sua implantação. No Distrito Federal a reportagem informa a antecipação da obrigatoriedade de 2010 para 2008 e as mudanças para as escolas.

O Globo deu bastante ênfase aos dados divulgados pelo MEC e, em especial, a crítica feita por Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica, a São Paulo que apesar de ser “o estado mais rico do Brasil” ainda não começou a implantação do ensino fundamental de nove anos em sua rede. São Paulo possui apenas 14,4% das crianças com seis anos matriculadas neste nível de ensino, enquanto Rio Grande do Norte possui 99,4% e Rio de Janeiro, 95,9%. A reportagem lembra outros atritos entre a equipe do MEC e os gestores estaduais, causados pelo baixo desempenho dos alunos no PISA e pela não adesão de São Paulo e Minas Gerais, governados pelo PSDB, ao Plano de Desenvolvimento da Educação. Do outro lado, a secretária de educação de São Paulo critica o governo Lula pela demora na aprovação do FUNDEB em 2006.

Apesar de citar que o Conselho Estadual de Educação de São Paulo ainda não firmou as regras para o assunto, a matéria não fica tão evidente a responsabilidade deste órgão na ampliação do ensino fundamental. Assim, fica a sugestão que as reportagens sobre o tema investiguem o posicionamento dos conselhos estaduais e municipais nas diversas regiões do país onde o ensino fundamental de 9 anos ainda não está definitivamente implantado.

No dia 21 de janeiro, o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem sobre um dossiê que Ação Educativa, APEOESP e Artigo 19 entregaram a autoridades e que denuncia restrições à liberdade de expressão de professores da rede estadual de São Paulo. O motivo é uma lei da época da ditadura que impede que funcionário público estadual dê entrevista à imprensa.

Sabemos agora que a mesma proibição existe em outros estados, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia, porém ainda não há informações precisas sobre sua aplicação e funcionamento. Assim, perguntamos aos jornalistas: vocês encontram dificuldades para entrevistar professores nos seus estados?

Boletim quinzenal produzido pelo Observatório da Educação
Contato:
fone (11) 3151-2333, ramais 175 e 170
Equipe:
Mariângela Graciano (coordenação), Marina Gonzalez (redação) e Fernanda Campagnucci.

São Paulo me fez assim...

Correio da Cidadania

São Paulo me fez assim...

Escrito por Waldemar Rossi - 31-Jan-2008

A tônica do dia 25 de janeiro – aniversário da cidade de São Paulo e celebração do Centenário de sua Arquidiocese - foi dada pelo incidente ocorrido na catedral da Sé, em plena celebração da missa comemorativa: o Benedito, morador de rua, armado de uma faca, adentrou a área do altar e, ao ser contido por presentes, feriu três pessoas.

 

Chamaram-nos a atenção os depoimentos feitos na delegacia por testemunhas do ato. Afirmavam que o morador de rua dizia palavras desconexas, tais como: “São Paulo me fez assim...” e “Me mata, São Paulo...”. Afirmaram ainda que, quando interrogado por que teria ido à catedral, afirmou com ironia: “Fui rezar”.

 

Em primeiro lugar, é preciso estar atento para que, pelas circunstâncias do fato, não havia desconexão em suas palavras, e sim expressão clara de revolta, de decepção. Ao dizer com ironia que tinha ido rezar, revelava que já não acredita nas religiões, nem em suas promessas de vida na outra vida, pois lhe falta a vida com dignidade aqui na terra, onde vive. Ao cometer o atentado em plena área do altar, não estaria também denunciando a pompa das nossas celebrações e dos nossos celebrantes, enquanto ele, em nome de quem as igrejas falam, está literalmente na rua da amargura? Curiosamente, ele não fez o atentado no meio do povo, onde seria muito mais prático cometê-lo! Será que há desconexão nisto? Ou o recado estava sendo dado a quem, segundo ele, deveria ser dado?

 

Ao afirmar que “São Paulo me fez assim...” nada mais fez que denunciar, com muita clareza, uma cidade injusta, onde uns poucos favorecidos pelas leis injustas se apropriam das riquezas produzidas pelos que trabalham, negando à grande parcela da população os bens necessários a ter uma vida com a dignidade de ser humano que ele também é. Denuncia uma cidade onde luxuosos bancos são construídos para guardar dinheiro, muitas vezes fruto de suja lavagem e da agiotagem, enquanto a seres humanos são negadas moradias modestas, mas que fossem suficientemente acolhedoras para famílias de trabalhadores. Denuncia uma burguesia rica que quer justificar sua violência sobre explorados, praticando outros tipos de violência, como a exclusão econômica, social e cultural.

 

Ao bradar “Me mata, São Paulo!”, não estaria dando um grito de angústia, não estaria, a exemplo dos explorados do tempo do Egito, narrado pelo Êxodo, erguendo um clamor, comum a milhões de brasileiros que vivem em condições idênticas, e até piores? Não estaria pedindo o fim de tanta humilhação, de tanta angústia, de tamanho sofrimento não sentido pelos protagonistas das várias celebrações?

 

Mas a imprensa, defensora dos privilégios dos abastados – já que seus proprietários também são parte dessa minoria privilegiada -, nada mais fez que anunciar o fato explorando seu lado sensacionalista. A mídia, como de costume, omitiu qualquer referência às injustas condições de vida a que são submetidos milhões de seres humanos, neste país de dimensões continentais, de riquezas incalculáveis, de extraordinárias condições para garantir trabalho, renda e bem estar para todos os seus habitantes. País em que seus governantes fazem questão de pedir que esqueçam o que disseram antes, ou que dizem que suas declarações, antes de serem eleitos, eram meras bravatas. Assim, o resgate das centenárias dívidas sociais e a construção de uma sociedade onde impere a justiça social vão sendo jogados pelas calendas.

 

Talvez fosse mais conexo, ao Sr. Benedito, dizer que “O Brasil me fez assim...”, ou ainda, de forma mais abrangente, “O nefasto capitalismo NOS fez assim...”.

 

Waldemar Rossi, metalúrgico aposentado, é coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.

 

February 01

CCBB

Família Ferrez,  Jacques Demy, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Villa-Lobos em fevereiro no CCBB Rio


No mês de fevereiro, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro abre a exposição inédita "Família Ferrez: novas revelações". A mostra reúne cerca de 400 imagens preciosas, resultado  de uma seleção de oito mil negativos, que faziam parte do acervo documental guardado por Gilberto Ferrez, incluindo álbuns, arquivos pessoais e diários de viagens. Entre os destaques, no Rio, fotografias da reforma do Largo da Carioca, a construção da Cinelândia, a abertura da Avenida Presidente Vargas, além de registros do carnaval de rua e da ressaca de 21, que abalou a cidade. Do Brasil, imagens da Bahia, em especial o cais de Salvador; Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Pernambuco.

Na quarta-feira de cinzas, o CCBB Rio dá início à mostra O Universo de Jacques Demy. A partir da década de 60, o diretor francês encantou os amantes da sétima arte a partir de seus filmes românticos. Seu olhar otimista, que em alguns momentos pode parecer ingênuo, traça paralelos com os musicais americanos e com títulos do realismo poético francês. Em 1964, recebeu a Palma de Ouro do Festival de Cannes pelo filme "Os Guarda-Chuvas do Amor", título que reflete a poesia cotidiana com diálogos cantados, como se fosse uma grande ópera sobre a vida. A mostra também exibe um documentário dirigido por Agnès Varda, sua ex-mulher e a obra autobiográfica "A Fuga dos Meninos Perdidos de 1991", uma crônica sobre sua juventude ao lado de seu irmão, seus amigos, seus jogos, os amores infantis e os primeiros filmes.

No Teatro II, a série musical Modinhas e Chorinhos homenageia estes dois gêneros fundamentais da Música Brasileira. Cida Moreira, Camilo Carrara,  Guinga, Jessé Sadoc e Paulo Bellinati Trio foram convidados para apresentar canções emblemáticas do gênero como Carinhoso (Pixinguinha), Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu), Brasileirinho (Valdir Azevedo), Lua Branca (Chiquinha Gonzaga), Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos) etc.

A sétima edição da Mostra do Filme Livre exibirá cerca de 300 filmes brasileiros entre curtas e longas, de qualquer época, suportes e gêneros, a grande maioria realizada de forma independente. O realizador Joel Pizzini e a produtora Plus Ultra, que completa 10 anos, ganham retrospectivas completas de seus filmes.

        Ainda podem ser vistos os espetáculos de teatro Mãe Coragem e Entropia.
January 24

A música em nova revista

revistafasm

A cultura ganha mais uma revista de qualidade. É a Arte e Cultura editada pela FASM - Faculdade Santa Marcelina em São Paulo. A revista traz artigos como A Força da Palavra e da Voz em Berio (The power of the word and the voice in Berio) de Paulo Zuben, professor de harmonia, composição e análise da FASM. Zuben analisa aspectos das composições para voz na obra do italiano Luciano Berio, compositor que faleceu em Roma, em 2007, com 77 anos.

No texto Figuração trágica e dramática no melodrama de Monteverdi a Schoenberg (tragical figuration and dramatical melodrama from Monteverdi to Schoenberg) de Enrico Fubini, professor de História da Música na Universidade de Turim e professor visitante da Universidade de Middlebury (EUA) é ressaltada a religiosidade barroca da figuração dramática e não somente da palavra. O melodrama é apresentado não só como uma versão barroca mas como um espetáculo ideologicamente conforme a civilização cristã-ocidental.

Em Esther Scliar - um olhar perceptivo, de Aida Machado, pianista e mestre pela ECA/USP e também professora de percepção musical na FASM, a autora situa a obra da compositora, analista e professora Esther Scliar que já deu aulas para músicos como Egberto Gismonti e Edu Lobo, entre outros.

Em O Fre Jazz e a atonalidade (Free jazz and atonality), Mario Checchetto Neto, docente da Fasm, estabelece a relação de semelhança entre duas tradições: a americana e a européia.

Paulo de Tarso Salles, violinista, compositor e professor  trabalha um texto de referencia à 9 Sinfonia de Mahler no Op. 19 de Schoenberg.

Em A Expressão dos afetos na canção Renascentista de Carin Zwilling são analisados os afetos da canção renascentista de pensadores cujos textos trazem o fio condutor dos principais elementos utilizados pelos compositores na elaboração de canções.

Música Popular Erudita: relações entre a história da música popular no século XX e o perfil do estudante brasileiro, de música popular, no século XXI, de Sergio Augusto Molina, mestre em musicologia pela ECA/USP e professor da FASM são discutidos o processo de desenvolvimento da música popular urbana nas Américas e suas relações com de independência com o rádio e a industria do disco.

Nívea Abujamra Nasser, em Choros n.2 - popular e erudito, a mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP estuda o cruzamento entre a cultura popular e erudita por intermédio de elementos do choro e da música erudita presente na obra de Villa-Lobos.

Que esta revista venha para o cenário nacional engrandecer e ilustrar com categoria um mercado quase desconhecido pelo público, a começar pelo universitário...
 

December 13

Haicais em Setembro

Haicais em Setembro
Lançamento
 
Dia 19/12/2007, às 16:00h, na Biblioteca Municipal Dr. Fritz Müller
Alameda Duque de Caxias,  Blumenau SC
 
 
Mais uma realização do Projeto Palavras Azuis !
 
Co-autores
 
Ana Marina Godoy
Benedita Azevedo
Isnelda Weise
Lorreine Beatrice
Luiz Eduardo Caminha
Maria de Lourdes Scottini Heiden
Tchello d' Barros
Terezinha Manczak
Débora Novaes de Castro
Rosane Zanini
Marlene Hüskes
Clevane Pessoa:Haruko
 

Gilberto da Silva

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